查看完整案例

收藏

下载

翻译
EDIFÍCIO JUNTAÍ
habitação coletiva vertical
Ateliê de Arquitetura e Paisagismo II
Maria Luiza Ballarotti, Beatriz Fófano Chudzij e Danielli Ribeiro
A habitação coletiva é um lar. Simultaneamente, ela promove um sentimento de comunidade entre os moradores, expressando o valor da coletividade.
Numa sociedade individualista, é essencial entender seu lugar no mundo e perceber que somos parte de algo maior que nós mesmos. Assim, morar em um espaço que preza pela criação de relações coletivas, pode ser uma inspiração para criar um mundo melhor.
No entanto, para que a arquitetura seja representativa e expresse valores reais, é necessária uma materialização espacial destes valores, com uma carga simbólica e cultural.
Com inspiração na técnica de tábua e mata-junta, que muitas vezes remete a lembranças da "casa de vó", o projeto cria uma dimensão de aconchego e memória para os moradores, expressa através dos materiais e texturas utilizados.
Assim surge o edifício Juntaí, cujo nome vem da ação de se reunir e compartilhar o espaço, mas também faz alusão à mata-junta, reinterpretada através dos painéis de ripas utilizados como proteção solar.
O projeto se localiza no lote 2, no bairro Cabral, em Curitiba. O lote está no cruzamento entre as ruas São Luís e Quintino Bocaiúva, e duas de suas fachadas fazem divisa com o miolo de quadra, um espaço público de lazer. Quanto à topografia, existe um desnível em direção ao interior do terreno, o que faz com que as ruas estejam mais altas que o miolo de quadra. No sentido da rua São Luís a diferença é suave; já na Quintino Bocaiúva, é mais notável.
Levando em conta as condicionantes locais e legais do lote, o posicionamento do edifício tinha uma localização clara a ser escolhida. Consequentemente, o volume foi lapidado com reentrâncias e extrusões, conforme o programa era alocado. Inicialmente, foi definido um núcleo de circulação vertical central, que distribui o fluxo para vias aéreas até as unidades habitacionais, através de uma disposição em “O”.
Dessa forma, o espaço interno garante que todos os apartamentos tenham ventilação cruzada e insolação em momentos diversos do dia As unidades foram organizadas com base em um crescimento vertical, o que reduziu a quantidade e extensão das vias aéreas e fez com que todas tivessem fachadas com boa incidência solar e varandas. O térreo foi tratado de forma a garantir um espaço de lazer privativo para moradores e também uma área pública, que forma uma grande praça com comércio.
O projeto faz uso de um sistema de pilares e lajes estruturais em CLT, conformando a estrutura principal do edifício. Porém, a estrutura como um todo é mista, possuindo um núcleo rígido de concreto que centraliza a circulação vertical e se compõe ao subsolo - uma base estereotômica. Em contraste, há a leveza das passarelas metálicas das ruas áreas e estrutura de pilares e lajes em madeira laminada cruzada, remetendo a uma ideia de aconchego.
A malha estrutural permite que a apropriação do edifício aconteça de forma mais versátil e flexível, afinal as vedações podem ser alteradas sem que pilares sejam afetados. O concreto e o CLT juntos remetem a característica contemporânea da racionalização construtiva, principalmente através da modulação e pré-fabricação das peças em madeira - contribuindo para ideia de uma construção mais sustentável e que gere menos entulhos
A organização vertical das unidades resultou em um edifício com pavimentos diferentes entre si. Portanto, não existe um pavimento que se repita diversas vezes. No primeiro pavimento existe um pátio interno com floreiras e bancos, além de trechos de algumas das unidades de 60m² e 90m², visto serem duplex, além da presença de algumas tipologias de 30m² e 90m². Existe também o núcleo de circulação, organizado com escada protegida, elevadores e vazios técnicos, que permitem o acesso às ruas aéreas.
As ruas aéreas possuem afastamentos estratégicos próximos às janelas das unidades a fim de preservar a privacidade dos moradores, porém sem inibir a ventilação natural. Além disso, é importante destacar também que os espaços de lazer e socialização não ficam restritos apenas aos primeiros pavimentos. Há a presença de quatros terraços no terceiro andar, os quais se tornam áreas agradáveis para repousar e observar o pôr do Sol ou apenas contemplar o miolo de quadra – uma vez que esses locais se encontram nos quatro cantos da edificação, permitindo uma visão panorâmica da cidade.
Para saber mais e conferir o projeto completo, veja as pranchas apresentadas ao final da disciplina:
客服
消息
收藏
下载
最近








































