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LABORATÓRIO DE INOVAÇÃO URBANA
circuito urbano 2019 / ONU HABITAT / parceria com Sociedade Global
urbanismo colaborativo / placemaking / urbanismo tático
O Laboratório de Inovação Urbana foi um evento idealizado em conjunto pela Sociedade Global e diversos profissionais inquietos com a forma tradicional e superada de se pensar as cidades. Foi concebido ao longo de meses, para então se materializar como um evento que integrou o Circuito Urbano 2019, promovido pela ONU-Habitat.
O principal objetivo do evento foi capacitar e conectar os atores da cidade (governo, cidadãos, instituições de ensino, iniciativas privadas e organizações civis) para promover o fortalecimento de uma cultura democrática através do urbanismo colaborativo.
Foi motivado pelo propósito de repensar os espaços urbanos, a fim de construir uma cidade mais humana, inclusiva e sustentável. Acreditamos que somos mais fortes quando atuamos juntos e que os espaços comuns são essenciais na formação da cidadania e da cultura, por isso devem ser criados e ocupados por todas e todos. O urbanismo colaborativo coloca a(o) cidadã(o) no centro das decisões públicas, incluindo as pessoas que vivem a cidade em todo o processo da sua construção.Buscou-se potencializar a cidade enquanto um espaço de diálogo, questionamentos e experimentação. Para tanto, o Laboratório de Inovação Urbana foi uma experiência imersiva, que incluiu a capacitação e a prática colaborativa para a transformação dos espaços públicos, e que teve o bairro Rebouças como um laboratório vivo, no qual foram promovidas a experimentação e a avaliação de ideias inovadoras, aplicadas à realidade do território.
O Rebouças é um bairro carregado de história, associado à construção da linha férrea e à industrialização de Curitiba. A região sofreu um processo de abandono e apresenta muitas edificações abandonadas ou muradas e poucas áreas públicas e verdes. As pessoas não se sentem parte do local, não vivem o bairro, e assim o espaço se torna inóspito e inseguro.
Diversas propostas já foram pensadas para os espaços do bairro sem causar grandes melhorias. Atualmente, o bairro está inserido no Vale do Pinhão, uma política territorial que cria incentivos para soluções inovadoras nesta área. Acreditamos que para o sucesso de qualquer proposta no bairro os moradores, empresários e instituições da região devem fazer parte e se engajarem na criação das transformações.
A linguagem visual de todo material gráfico ligado ao evento foi pensada de forma unificada, com cores vibrantes, linguagem clara e inclusiva e elementos diagramados de forma despojada, a fim de atrair o olhar, atingir o maior número possível de expectadores e demarcar a presença do Laboratório.
É possível acessar a programação completa, todas as postagem do período do evento e outras inúmeras ações promovidas pela Sociedade Global nas páginas da organização:
A seguir alguns dos registros do evento:
O painel CONSTRUIR CIDADES, CRIAR COMUNIDES reuniu representantes de instituições e iniciativas que atuam nas mais diversas áreas, com ações que promovem conhecimento, ecologia, consumo consciente, cultura cidadã e qualidade de vida urbana, com objetivo de debater maneiras inovadoras e insurgentes de fazer e pensar as cidades.
O painel foi conduzido por Andressa Mendes e Marina Gennari, com mediação de Débora Rocha, professora da UTFPR.
A oficina temática Mobilidade Ativa e Ecologia Cívica contou com dinâmicas teóricas e práticas, a fim de despertar uma perspectiva sensível e consciente sobre os espaços públicos. Dentre as provocações, estava o desafio de vivenciar a cidade, experimentar suas possibilidades diversas de mobilidade e permear essa rede de interconexões em trajetos desacelerados, com ar puro e manejo coletivo da natureza em meio a selva urbana.
Foi um espaço de troca de aprendizados, experimentação e colaboração entre os participantes.
A oficina foi conduzida por Eduardo Sinegaglia, Henrique Jakobi e Leticia Costa.
Após muitos debates, trocas de conhecimento e cocriação de soluções, foi decidido de forma conjunta que o mutirão de intervenções urbanas do Rebouças se materializaria como a requalificação de um jardinete no bairro, utilizando ferramentas de Placemaking e Urbanismo Tático, conceitos norteadores de todo o Laboratório.
O Placemaking é utilizado na revitalização de áreas da cidade para transformar espaços em lugares. Enquanto um espaço é apenas uma porção de território, um lugar é um espaço com significado para as pessoas, é vivo e acolhedor. A ideia se baseia no entendimento de que as pessoas cuidam e se sentem parte de um território quando o enxergam como lugar. Nessa abordagem é importante envolver a comunidade local no processo para que as pessoas tenham suas necessidades atendidas, seus hábitos considerados, e se apropriem dos novos espaços.
Já o Urbanismo Tático é uma forma de propor novos usos e novos sentidos para lugares a partir de mudanças ágeis, de alto impacto positivo e de baixo custo de execução. Essa ferramenta foi empregada no mutirão do Rebouças: em um dia um espaço inseguro e residual foi transformado em uma agradável praça que promove interação entre moradores do entorno - isso através de simples pinturas, plantio de árvores e flores e instalação de mobiliários.
Não há limites para a criatividade nessa modalidade de produção de espaços urbanos, o importante é conectar pessoas e colocar a mão na massa para pensar uma cidade mais humana e acolhedora. As intervenções temporárias geram mudanças contínuas que permitem avaliar o impacto gerado pelos novos usos antes de se implantar projetos de longo prazo. Além disso, o processo gera participação popular e apropriação da cidade pelas pessoas.
Muita gratidão a todas e todos que contribuíram para que o Laboratório de Inovação Urbana se concretizasse!
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